A vaidade e a preocupação com o bem-estar físico não se restringe à faixa etária, à renda ou ao gênero. Por isso mesmo, a indústria da beleza movimenta um amplo mercado consumidor no País.
Os números registrados pelo setor nos últimos cinco anos confirmam: de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), entre 1999 e 2004, o crescimento médio registrado pelo segmento foi de 8,7%. Apenas o faturamento líquido sobre as vendas dos produtos saltou de R$ 6,6 bilhões em 1999 para R$ 12,9 bilhões no ano passado. Além dos números animadores, a indústria nacional tem mais motivos para comemorar. O Brasil é o terceiro mercado mundial em produtos capilares e o décimo em maquiagem, cremes e loções para a pele, segundo cálculos da Abihpec.
Nas estimativas de empresários do setor em Pernambuco, Recife é a capital nordestina onde mais se consome itens de beleza. No entanto, quem fica com a maior parte dos lucros provenientes deste público são as empresas situadas no Sudeste do País devido à fraca produção local.
Cerca de 73,4% do faturamento das vendas de cosméticos em todo o Brasil vão para 15 marcas, que movimentam mais de R$ 100 milhões por ano. Para se ter uma idéia, o Brasil tem hoje cerca de 1,1 mil indústrias de cosméticos, entre as quais 55 situadas no Nordeste e apenas oito em Pernambuco, de acordo com dados de 2003 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Fonte: Folha de Pernambuco
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